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A
população em geral tem recebido ultimamente informações
via TV, internet etc., sobre possíveis efeitos prejudiciais
dos adoçantes no organismo humano.
O ponto de partida foi uma pesquisa realizada nos USA, na Universidade
de Purdue. O estudo realizado em ratos sugere que a ingestão
de sacarina pode provocar aumento de peso maior que a ingestão
de açúcar.
Esta pesquisa, sem comprovação efetiva para o
organismo humano, somada a divulgações feitas,
muitas vezes, de forma errada, está causando inquietações
desnecessárias e provocando insegurança entre
os usuários de adoçantes e, em especial, aos diabéticos.
Obviamente somos a favor das pesquisas - trabalhamos desta forma
há anos no desenvolvimento dos nossos produtos - porém,
sabemos que nem sempre elas são desenvolvidas para ajudar
o ser humano; muitas vezes ocultam interesses pessoais e/ou
econômicos.
Ficamos especialmente preocupados com aquelas que não
apresentam dados suficientemente claros e corretamente testados,
como a pesquisa em questão, visto que os testes foram
realizados em 17 ratos e que o metabolismo de ratos é
diferente do metabolismo humano.
Lamentamos que notícias sensacionalistas sejam veiculadas
com tanta facilidade, enquanto que informações
realmente importantes nem sempre encontram respaldo para a divulgação
na mídia em geral.
Segue nos textos abaixo, nosso parecer sobre o assunto (efeito
dos adoçantes no organismo humano) e também
entrevistas e textos de autoria de médicos que, a nosso
ver, têm conhecimento e bom senso.
Esperamos desta forma estar contribuindo para esclarecer a população,
procurando tranqüilizar aqueles que procuram manter uma
dieta saudável sem açúcar, com baixo teor
calórico e, em especial, os diabéticos, que precisam
e merecem respeito.

Para
que algum alimento possa engordar, o mesmo deve ser metabolizado,
isto é, absorvido pelo corpo.
Dos adoçantes artificiais apenas o aspartame é metabolizado,
todos os outros apenas impressionam (tapeiam) as papilas gustativas,
não sendo absorvidos pelo corpo.
Também nenhum deles estimula o apetite; isso fica por conta
do gengibre, pimenta e outras especiarias.
Outrossim, dizer que a falta do açúcar é
que acarreta mais vontade de comer é uma afirmação
idiota, que demonstra claramente, que quem a faz desconhece totalmente
bioquímica e alimentação.
O nome técnico do açúcar é sacarose
e todos os açúcares são conhecidos como sacarídeo.
Assim temos a glicose (também chamada dextrose), temos
a frutose (também conhecida como levulose) apenas para
citar os dois mais comuns.
São açúcares simples, conhecidos genericamente
como MONOSACARÍDEOS. O açúcar comum (sacarose)
se compõe desses 2 monossacarídeos, sendo então
chamado de dissacarídeos. Pois bem, todos os CARBOIDRATOS
são conhecidos como POLISACARÍDEOS (Poli = muitos)
(sacarídeos = açúcares) e no metabolismo
são transformados pelo corpo, através de várias
reações químicas, em glicose, que é
o único combustível que o corpo usa (só em
casos extremos o corpo apela para outros, o que, porem, configura
alguma doença ou deficiências).
Ainda que a pessoa ingerisse exclusivamente alimentos adoçados
com adoçante ( o que não ocorre ) não haveria
a possibilidade de faltar açúcar, pois todos os
alimentos (sem exceção) possuem CARBOIDRATOS, que
quando verificados no rótulo ou nas tabelas nutricionais,
ver-se-á que são em quantidades bem superiores a
todos os outros componentes. Assim, como é possível
afirmar que falta açúcar nesse alimento, se tudo
isso irá transformar-se em glicogênio?
Quanto maior a molécula de polissacarídeo (carboidrato)
mais lentamente ela será absorvida, o que, no caso do diabetes,
representa uma grande vantagem, pois reduz os picos glicêmicos.
Pelo anteriormente exposto, se você não quer ser
considerado ignorante perante os que são conhecedores da
área, é melhor não repetir as bobagens que
se ouve a respeito e sim, estudar melhor a área de absorção
dos alimentos e usufruir as vantagens resultantes disso.
A grande maioria dos obesos e acima do peso usam os adoçantes,
mais para tranquilizarem-se de que estão fazendo algo para
não ingerir calorias, porém continuam comendo em
excesso. Temos como exemplo, muitas pessoas que anelaram o estômago
e após um período de perda de peso voltam a engordar.
Por quê? Porque descobriram que podiam comer mais vezes
em quantidades menores, burlando dessa forma o estômago
e a si mesmas.
A obesidade ocorre por 4 razões como seguem (porcentagens
aproximadas):
1) 5% têm problemas endócrinos, isto é, as
glândulas não funcionam bem. Nesse caso apenas um
médico poderá ajudar a sanar o problema.
2) 50% ingerem alimentos extremamente calóricos e ingerem
poucas frutas, legumes e verduras (especialmente entre as classes
menos favorecidas). Tornam-se muitas vezes mais gordas e anêmicas,
o que favorece várias enfermidades. Neste caso um nutricionista
poderá orientar, ajudando na reeducação alimentar,
de forma a baixar o nível calórico da alimentação
do dia a dia e também melhorar a real nutrição.
3) 15% das pessoas comem compulsivamente, ou seja, comem em excesso.
Neste caso a associação de um nutricionista e um
psicólogo se faz necessária para a reeducação
alimentar, assim como para eliminar as tensões e compulsões.
Vi bons resultados com a hipnose.
4) 30% das pessoas não fazem nenhum exercício físico,
usam o carro até para ir até a esquina a fim de
comprar cigarros ou mais comida. O corpo é uma máquina
dinâmica e não estática; a falta de uso atrofia
músculos e sistemas e favorece a depressão e a falta
de auto estima. É fácil verificar isso: um braço
ou uma perna engessada por 30 dias, após a retirada do
gesso estará mais fina que o outro membro, só recuperando
sua forma após algumas semanas de uso. Neste caso um professor
de educação física seja, talvez, o melhor
terapeuta.
Nota:
O pior, entretanto, é que a grande maioria dos obesos tem
pelo menos mais de uma das razões citadas, quando não
todas.
Sou pesquisador da área, especialmente em diabetes. Sou
diabético, tenho 72 anos, sou saudável e com grande
massa muscular, pois faço o que indico nas orientações
que faço: pratico esportes, não fumo, não
bebo, sou vegetariano há quase 50 anos, uso sempre frutas,
legumes e verduras o que me permite ter baixo colesterol, glicemia
controlada e disposição para o trabalho e para a
vida.
Pedro
Antônio Tomelleri
Responsável
pelo desenvolvimento das fórmulas dos produtos Palazzo.
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